terça-feira, 8 de abril de 2008

UM PEDAÇO DE SICÓ

Zona da Lagarteira, Ansião, Beira Litoral, 29 de Março de 2008.


Orchis italica

Aceras anthropophorum

Ophrys lutea

Ophrys tenthredinifera var. praecox


Venda do Negro, Ansião, Beira Litoral, 6 de Abril de 2008.

Cephalanthera longifolia

Dactylorhiza sulphurea


Neotinea maculata


Orchis mascula


Ophrys scolopax


Orchis italica


Imagens registadas por António Fael.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

UMA RARIDADE-ARANHA

A Ophrys incubacea Bianca possui 2 (3) tubérculos, subglobosos, um séssil e outro terminando num pequeno pedículo. Tem (15) 20 - 45 (60) cm de altura e caule erecto. Folhas basais com 5,5 - 11,5 cm de comprimento por 1,8 - 4,5 cm de largura, ovado-lanceoladas, obtusas, geralmente apiculadas. Brácteas inferiores com 15 - 45 mm de comprimento por 3 - 48 mm de largura, um pouco mais largas que o ovário, oblongo-lanceoladas, verde-claras. Inflorescência com 3 - 8 flores. Sépalas esverdeadas, um pouco esbranquiçadas, raramente rosas, patentes, ovado-lanceoladas, glabras, com 10 - 15,5 mm de comprimento por 4 - 7,5 mm de largura. Pétalas triangulares, subglabras, acastanhadas, mais escuras que as sépalas, com (5) 6 - 9,5 mm de comprimento por (1,5) 2,5 - (2,7) 5 mm de largura, bordos mais ou menos fortemente ondulados, por vezes tingidos de vermelho. Labelo com 9 - 14 mm de comprimento por (6) 10 - (12) 15 mm de largura, descaído, obovado, mais ou menos plano, inteiro ou obscuramente trilobado, sem apículo no ápice, viloso na parte média e aveludado nas margens, castanho-anegrado; saliências triangulares, nítidas, até 4 mm de altura, glabras por dentro; mácula violácea-azulada, brilhante, mais ou menos em forma de H. Ginostémio com apículo de 0,5 - 0,7 mm de comprimento, recto e agudo. Ovário cilíndrico, pouco retorcido; campo basal e cavidade estigmática da mesma cor que o centro do labelo, contrastando com a brancura dos bordos; cavidade estigmática muito estrangulada na base, paredes externas brancas.
Planta de sítios soalheiros ou de meia sombra, em solos básicos, de secos a frescos: bosques claros, prados, matagais altos.
Ocorre na Estremadura, Alto Alentejo e Baixo Alentejo.

Imagens registadas na Serra de São Francisco, Palmela, Estremadura, em 27/03/08.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

ORCHIS CONICA

A Orchis conica Willdenow é uma planta com 2 tubérculos, de 8,8 - 36 mm de comprimento por 6,5 - 21,6 mm de largura, ovóides, subsésseis. Caule erecto, com 5 - 30 cm de altura, liso, glabro, com escamas basais invaginantes, escariosas. 3 - 8 folhas basais, com (2) 3 - (7) 10 cm de comprimento por (0,9) 1,5 - 2,5 (3,2) cm de largura, oblongo-lanceoladas a ovado-lanceoladas, de erectas a patentes em roseta, não maculadas, glabras, glaucas. (0) 1 - (2) 3 folhas caulinares, bracteiformes, progressivamente menores para o ápice. Brácteas esbranquiçadas, uninérveas, tão compridas a um pouco mais curtas que o ovário da flor adjacente. Inflorescência ovóide, compacta, com flores pequenas, numerosas, rosadas a esbranquiçadas. Gálea subglobosa e ponteaguda, por vezes um tanto campanulada, base verde, com nervuras verdes por fora, verde-púrpura por dentro. Sépalas com (5,9) 6 - 9 (12,3) mm de comprimento por 1,5 - 3,5 (4,6) mm de largura, ovado-lanceoladas, sendo as laterais assimétricas e longamente acuminadas, com 2 - 3 nervuras e a central com 1 nervura, ápices retorcidos em todas as direcções. Pétalas linear-lanceoladas, com 3 - 5 (8,1) mm de comprimento por 0,6 - 2,3 mm de largura, às vezes espatuladas, glabras, com 1 nervura, esbranquiçadas. Labelo com (4,2) 5,5 - 7,2 (9,7) mm de comprimento por 4,5 - 11,5 mm de largura, profundamente trilobado, patente a pendente, esbranquiçado, desde quase concolor a ligeiramente pintalgado de rosa-vivo; os lobos laterais, com 1,7 - 4,9 mm de comprimento por 0,6 - 3,6 mm de largura, oblongos a lineares, espatulados e denticulados no ápice; lobo médio muito mais largo, com 2,5 - 6,2 mm de comprimento por 1,7 - 6,2 mm de largura, mais ou menos triangular, espatulado, inteiro e só dentado no ápice, raramente emarginado ou denticulado ou dividido em 2 pequenos lobos secundários com 0,5 - 1,7 mm de comprimento por 0,8 - 2,8 mm de largura. Esporão com (3) 4,8 - (5) 9,3 mm de comprimento por 0,7 - 2,7 mm de largura, cilíndrico, claro e recurvado.
Planta de sítios soalheiros a sombrios, em solos frequentemente pobres e quase sempre calcários, de preferência secos: descampados, clareiras de matos e matas, prados.
Ocorre na Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve.
Imagens registadas em Chanca, Penela, Beira Litoral, a 21/03/08.

sábado, 29 de março de 2008

GENNARIA

A Gennaria diphylla (Link) Parlatore, tubérculo geralmente solitário com 16 - 19 (60) mm de comprimento por 13 - 15 mm de largura, é uma planta amarelo-esverdeada com 10 - 50 cm de altura. Caule delgado, com escamas invaginantes na base, castanhas. 2 (3) folhas ovado-cordiformes, amplexicaules, patentes ou erecto-patentes, brilhantes na página inferior, com 7 - 9 nervuras longitudinais bem marcadas e numerosas nervuras transversais mais finas que lhes dão um aspecto reticulado, glabras, a inferior com 3 - 12,5 cm de comprimento por 2,2 - 8 cm de largura, a superior, muito menor, com 2,5 - 6,4 cm de comprimento por 1,6 - 4,3 cm de largura. Bráctea da flor basal com 8 - 10,2 mm de comprimento por 2,2 - 2,5 mm de largura, um pouco mais curta que a flor adjacente, lanceolada, aguda, foliácea, glabra. Inflorescência com (4) 4,6 - 13,5 (27) cm de comprimento, subcilíndrica, multiflora, com 10 - 47 (85) flores pseudo-campanuladas, sésseis, erecto-patentes, amarelo-esverdeadas, com 3 - 4 mm de comprimento. Sépalas com 3 - 3,2 mm de comprimento por 0,8 - 1,1 mm de largura, oblongas, obtusas, glabras, um pouco côncavas. Pétalas rômbicas, obtusas, um pouco mais largas e mais claras que as sépalas. Labelo obovado-oblongo, trilobado, com (3) 4,2 - (4,5) 5,1 mm de comprimento por 2,5 - 4 mm de largura, um pouco mais comprido que as sépalas, com o lobo médio triangular, mais comprido e mais largo que os lobos laterais linear-lanceolados e divergentes. Esporão com 1 - 1,5 (2) mm de comprimento, curto, giboso. Ginostémio com 1,5 - 2 mm de comprimento, mais ou menos cilíndrico, erecto, glabro. Ovário com 4,5 - 5,5 mm de comprimento por 1,5 - 3 mm de largura, fusiforme, torcido, um pouco pedicelado.
Planta de sítios sombrios, em solos de ácidos a ligeiramente alcalinos: pinhais, matagais, bosques de loureiros.
Ocorre na Estremadura, Baixo Alentejo e Algarve. No arquipélago da Madeira existe na Ilha da Madeira, Porto Santo e Desertas (só um pequeno núcleo).
Imagens registadas na Serra de São Luís, Setúbal, Estremadura, em 28/03/08.

domingo, 23 de março de 2008

TÃO MINÚSCULAS, TÃO SEDUTORAS...

A Neotinea maculata (Desfontaines) Stearn, com (8) 10 - 25 (40) cm de altura, tem caule erecto, frágil e delgado, glabro e glaucescente. Caule, folhas e ovários variegados ou não. 2 tubérculos, com 12,5 - 23,3 mm de comprimento por 6,3 - 12 mm de largura, geralmente sésseis, ou um séssil e o outro, um pouco, pedunculado. Possui 2 (3) - 6 folhas glaucescentes, geralmente com pequenas manchas castanho-violetas ao longo das nervuras; as 2 - 4 basais com (3) 8 - 12 (13,5) cm de comprimento por (0,8) 1,2 - 2 (3,2) cm de largura, elíptico-oblongas, mucronadas e patentes, agrupadas em roseta; as caulinares mais pequenas, longamente invaginantes, tornando-se as distais bracteiformes; brácteas mais curtas que o ovário, com 3,5 - 6,5 mm de comprimento por 1,5 - 2,5 mm de largura, lanceoladas, acuminadas, membranáceas, rosadas, glabras. Inflorescência compacta e subunilateral, 2 - 6 (10,5) cm de comprimento, com numerosas flores muito pequenas, pouco abertas, amarelo-esverdeadas, esbranquiçadas, rosadas ou por vezes purpurascentes. Gálea aguda, frequentemente maculada de rosa por fora; sépalas com (2,5) 3 - 4,5 mm de comprimento por 1,7 - 2 mm de largura, lanceoladas, glabras, que vão de branco-amarelado a branco-rosado, geralmente com pequenas manchas púrpuras; pétalas com 4 - 4,2 mm de comprimento por 1,6 - 1,9 mm de largura, um pouco mais curtas que as sépalas, agudas ou acuminadas, cuja cor vai de branco-amarelado a branco-rosado, geralmente com pequenas manchas púrpuras, glabras. Labelo patente, com 3 - 5 mm de comprimento, trilobado, rosado ou avermelhado, às vezes com pequenas manchas púrpuras, excepto nos bordos, onde é esbranquiçado; os lobos laterais são lineares, o lobo médio é mais comprido, oblongo, dentado, algumas vezes bífido. Esporão com 0,8 - 2 mm de comprimento, largamente cónico, obtuso.
Planta de sítios soalheiros a ensombrados, em todo o tipo de solos: em clareiras de bosques, matas, matos e arrelvados em sítios pedregosos, frequentemente em pinhais.
Ocorre em Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve. Presente também no arquipélago da Madeira.
A primeira, a segunda e a quarta imagem foram registadas em Poço das Casas, Condeixa-a-Nova, Beira Litoral, a 21/03/08. A terceira imagem foi registada em Venda do Negro, Ansião, Beira Litoral, a 05/05/06.

segunda-feira, 17 de março de 2008

ORCHIS OLBIENSIS VERSUS ORCHIS MASCULA

Junqueira, Ansião, Beira Litoral, 07/03/08.

A Orchis olbiensis Reuter ex Grenier é muito parecida com a O. mascula, no entanto é uma planta delgada, com floração bastante precoce e flores mais pálidas. Possui 2 tubérculos, com 13,3 - 36,8 mm de comprimento por 7,2 - 29,9 mm de largura, elipsóides a subglobosos, subsésseis. Caule com 10 - 25 (35) cm de altura, erecto, por vezes ligeiramente ondulado. Tem 3 - 6 folhas basais, com 5 - 12 cm de comprimento por 1,5 - 2,5 cm de largura, geralmente conduplicadas, oblongo-laceoladas, concolores ou com manchas violáceo-anegradas ou acastanhadas. 1 - 3 folhas caulinares, mais pequenas e invaginantes. Inflorescência frouxa, com frequência cilíndrica, 3 - 8 (12) cm de comprimento. 5 - 15 flores bastante pequenas, muitas vezes ligeiramente e agradavelmente perfumadas, rosadas, pálidas, brancas, púrpura-avermelhadas ou violáceas. Sépalas laterais de suberectas a erectas verticalmente, livres na base. Labelo trilobado, com 7,5 - 13 mm de comprimento por 9 - 17 mm de largura, de plano a muito convexo, frequentemente mais pálido que as sépalas, pétalas e esporão, com os bordos pouco coloridos, o centro muito pálido, densamente pintalgado com pontos e traços roxos, aveludado. Esporão ascendente, arqueado para cima, 13 - 19 mm de comprimento, 1 - 2 vezes mais comprido que o labelo.
Planta de sítios soalh
eiros a muito pouco ensombrados, descampados, em solos secos e rochosos, frequentemente calcários.
Ocorre na Beira Litoral, Estremadura e Algarve.
A segunda imagem foi registada em Junqueira, Ansião, Beira Litoral, a 17/03/08, a terceira em Fonte Coberta, Condeixa-a-Nova, Beira Litoral, a 21/02/08 e a quarta na Serra do Rabaçal, Soure, Beira Litoral, a 07/03/08.


A Orchis mascula (L.) L.
(satirião-macho) possui 2 tubérculos, com 13,3 - 36,8 mm de comprimento por 7,2 - 29,9 mm de largura, elipsóides a subglobosos, subsésseis. É uma planta robusta, caule liso, glabro, com escamas basais invaginantes, com 16 - 43 (60) cm de altura, erecto, de verde a castanho-arroxeado. Folhas basais 4 - 8, com 5 - 22 cm de comprimento por 1,5 - 3,5 cm de largura, em roseta ou suberectas, oblongo-laceoladas, não onduladas na margem, concolores ou com manchas violáceo-anegradas ou acastanhadas, as caulinares 2 - 4, mais pequenas e invaginantes, progressivamente mais curtas para o ápice. Inflorescência com (5) 8 - 20 (22) cm de comprimento, subcilíndrica, bastante densa, com (12) 15 - 50 flores, sésseis, que abrem da base ao ápice, frequentemente púrpura-avermelhadas ou violáceas, raramente rosadas ou brancas, inodoras ou um pouco odoríferas e, umas vezes, com odor agradável. Bráctea da flor basal com 8,1 - 24,3 mm de comprimento por 1,6 - 4,7 mm de largura, membranar, geralmente violeta, lanceolada, aguda, com 1 - 3 (5) nervuras, glabra, igualando mais ou menos o ovário da flor adjacente. Sépalas laterais ovais, 7 - 16 mm de comprimento, erectas verticalmente, unidas na base e ápices um pouco reflexos. Sépala dorsal suberecta e formando uma gálea com as pétalas. Labelo trilobado, com 8 - 16 mm de comprimento por 8 - 18 mm de largura, de ligeiramente convexo a bruscamente dobrado longitudinalmente, base branca ou amarelada, aveludada, com 2 cristas separadas, às vezes, por um débil sulco, centro pálido pintalgado com manchas púrpuras, bordos escuros e frequentemente reflexos. Lobos laterais arredondados para trás, crenulados, frequentemente curvados sob o labelo. Lobo médio mais largo e mais comprido que os laterais, emarginado, dividido em 2 lobos secundários crenulados ou não, às vezes separados por um pequeno dente. Esporão com 11 - 21 mm de comprimento, um pouco mais comprido que o labelo, subcilíndrico, delgado mas intumescido no ápice, patente ou um tanto levantado.
Espécie de sítios soalheiros a ensombrados, de solos secos a húmido
s, de ácidos a calcários: prados, clareiras de bosques e de matagais.
Ocorre no Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve.

As quinta e sexta imagens foram registadas em Vilarinho, Lousã, Beira Litoral, a 07/05/07 e a sétima em Carvalhal, Ansião, Beira Litoral, a 30/04/06.

quinta-feira, 13 de março de 2008

OPHRYS TENTHREDINIFERA #1

Torre, Montemor-o-Velho, Beira Litoral, 03/03/08.

A Ophrys tenthredinifera Willdenow var. praecox Rchb. fil. ex E.G. Camus, Bergon & A. Camus, como o nome indica, tem uma floração bastante prec
oce e, ao mesmo tempo, curta. Com 2 (3) tubérculos, subglobosos ou subovóides, sésseis ou subsésseis. Caule erecto, às vezes ligeiramente curvado, com (6) 8 - 14 (20) cm. Folhas basais oblongas a lanceoladas, subobtusas a agudas, 3,5 - 12 cm de comprimento por 1 - 4 cm de largura. Inflorescência com 1 - 4 (5) flores, frouxa. Brácteas inferiores, 14 - 40 mm de comprimento por 5 - 10 mm de largura, ultrapassam o ovário, lanceoladas a oblongo-lanceoladas, agudas, verde-claras, mas às vezes coloridas como as sépalas. Sépalas côncavas, glabras, rosadas, de um rosado púrpura a esbranquiçado, com as nervuras verdes; as laterais com (8) 9 - 15 mm de comprimento por 6 - 9 (10) mm de largura, patentes, simétricas, de ovado-arredondadas a elípticas; a central com (8,5) 9,5 - 13,5 mm de comprimento por 6,5 - 10,5 mm de largura, oblonga, erecta. Pétalas triangulares, 3,5 - 6 mm de comprimento por 2 - 5 (6) mm de largura, papiloso-aveludadas na margem interna, rosadas. Labelo com (9,5) 10 - 18 (20) mm de comprimento por 9 - 16 (18) mm de largura, muito convexo, estreito, emarginado, aveludado, com pequenas calosidades, terminando num apículo reduzido, obtuso e inflexo, amarelo-esverdeado; a zona central castanho-avermelhada, com margem amarela, larga; mácula pequena, subtriangular, frequentemente bilobada, acastanhada a violácea, rodeada por uma linha fina esbranquiçada. Ginostémio com 4,5 - 6 mm, muito curto e muito obtuso, verde ou verde-amarelado no dorso e amarelo ou alaranjado nos lados, não apiculado. Ovário cilíndrico, pouco retorcido; cavidade estigmática esverdeada, estreita, com a superfície interior castanha-escura e o campo basal avermelhado.
Planta de s
ítios soalheiros a ensombrados, em solos alcalinos a levemente ácidos, de secos a frescos: clareiras de matagais e de bosques.
Ocorre na Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo, Baixo Alentejo e Algarve.
Monte de Maria Pares, Condeixa-a-Nova, Beira Litoral, 07/03/08.

As outras imagens foram registadas em Alfarelos, Soure, Beira Litoral, a 05/03/08.