segunda-feira, 6 de abril de 2009

OPHRYS DYRIS

A Ophrys dyris Maire possui 2 (3) tubérculos subglobosos, sésseis ou subsésseis. É uma planta com 10 – 35 (50) cm de altura. Folhas basais de oblongas a oblongo-lanceoladas, obtusas e apiculadas. A inflorescência tem (1) 3 – 7 (9) flores. Sépalas laterais com 10 – 16 mm de comprimento por 6 – 8 mm de largura. Pétalas glabras, de verdes a castanhas com as margens castanho-avermelhadas, com 7,5 – 12 mm de comprimento por 2 – 3,5 mm de largura, oblongos, geralmente truncados. Labelo com 10 -19 mm comprimento por 9 – 14 mm de largura, subpatente, obovado, muito convexo, trilobado, castanho ou castanho-avermelhado, aveludado, com uma pilosidade densa, comprida, desordenada, frequentemente com reflexos prateados; lobos laterais com 2 – 5 mm de comprimento por 1 – 3,5 mm de largura, de ovados a ovado-romboidais, muito obtusos; lobo médio com 5 – 9 mm de comprimento por 6 – 10 mm de largura, largamente obcordiforme, com as margens reflexas, aparentemente emarginado; mácula de castanho-clara a castanho-escura, mais ou menos azul-violácea, às vezes cinzento-azulada, raramente avermelhada, pálida na base, muito brilhante, rodeada distalmente por uma faixa glabra, branca, às vezes tingida de vermelho ou raramente azulada, em forma de W. Cavidade estigmática com 3 – 4 mm de comprimento por 3,5 – 4,5 mm de largura.
Espécie muito pouco frequente, de sítios soalheiros a de meia-sombra, em pequenos prados protegidos, tanto em solo básico como levemente ácido.
Ocorre na Beira Litoral, Ribatejo, Estremadura e Baixo Alentejo.As duas primeiras imagens foram registadas em Reguengo da Fetal, Batalha, Beira Litoral, a 22/03/09.
As duas imagens, do lado esquerdo, foram registadas em Casais Monizes, Rio Maior, Ribatejo e as restantes em Bezerra, Porto de Mós, Estremadura, a 02/04/09.

terça-feira, 31 de março de 2009

ORQUÍDEAS A SUL...

Serra do Ficalho, Moura, Baixo Alentejo, 07/03/09.

Orchis collina

São Brissos/Trigaches, Beja, Baixo Alentejo

21/03/09
Ophrys tenthredinifera

























Ophrys tenthredinifera forma hipocromática

Ophrys fusca














28/03/09










Ophrys fusca



Ophrys tenthredinifera

Orchis italica





























Ophrys speculum















Pé de Burro, Almodôvar, Baixo Alentejo, 23/05/04.

Epipactis lusitanica















Ribeira de Carreiras, Mértola, Baixo Alentejo, 29/05/07.

Spiranthes aestivalis

Imagens registadas por Alfredo Franco.

quarta-feira, 25 de março de 2009

OPHRYS SPECULUM X OPHRYS TENTHREDINIFERA #2

Mais exemplares do híbrido Ophrys x heraultii G. Keller ex W. J. Schrenk, desta vez observados junto à estrada que liga Serpa às Minas de São Domingos, Mértola, Baixo Alentejo. As duas primeiras a 17 de Março de 2007 e as duas últimas no dia seguinte.
Imagens registadas por Alfredo Franco.

sexta-feira, 20 de março de 2009

OPHRYS SPECULUM X OPHRYS TENTHREDINIFERA #1

Ophrys x heraultii G. Keller ex W. J. Schrenk é um híbrido resultante do cruzamento entre Ophrys speculum e Ophrys tenthredinifera.
Foram observadas três plantas, a 17 de Março de 2009, em Alfarelos, Soure, Beira Litoral.

domingo, 1 de março de 2009

PERCURSO: O ADMIRÁVEL MUNDO DAS ORQUÍDEAS

Sobral da Adiça | 7 março 2009

Existem há 15 milhões de anos. São consideradas das plantas mais evoluídas que se conhecem. São as orquídeas, pertencentes a uma família com cerca de 20 mil espécies em todo o mundo, 60 delas existentes em Portugal, havendo inclusivamente algumas subespécies endémicas portuguesas. Só nos solos calcários da Serra da Adiça, um dos nossos mais importantes santuários destas plantas, ocorrem 13 espécies, entre as quais a raríssima Orchis collina, uma orquídea que, em Portugal, apenas é conhecida nas encostas secas da elevação de Ficalho. Na subida ao cume iremos, com sorte, descobrir estas fantásticas plantas que nunca são polinizadas pelo vento, mas sim por uma grande variedade de insectos, especialmente abelhas e vespas. Noutras regiões do mundo chegam a ser polinizadas por colibris e ratos. Isso ajuda a explicar algumas idiossincrasias das orquídeas: o facto de muitas libertarem um odor semelhante ao odor das fêmeas de algumas espécies de insectos e de a pétala central da flor em muitos casos imitar a forma da fêmea de um insecto, tornando-a um poiso irresistível para os machos. Estes e outros segredos serão revelados por um apaixonado por estas donas flores: o Ivo Rodrigues.

DISTÂNCIA_ 15 km | PERCURSO CIRCULAR | COTA MÁX_ 522 m | COTA MÍN_ 216 m LOCAL E HORÁRIO DE PARTIDA Sobral da Adiça (entrada da aldeia, junto à GNR) 10.00 h

Para mais informações?
http://www.adcmoura.pt/html/percursos.htm

sábado, 7 de fevereiro de 2009

UMA INICIATIVA INTERESSANTE...

Com prefácio de Jorge Paiva, José Monteiro escreveu um livro sobre Orquídeas da Beira Litoral. Este trabalho contribui para a divulgação e conhecimento das Orquídeas Portuguesas.